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Fundos e Colecções
Tendo como uma das principais atribuições a salvaguarda e valorização do património arquivístico e fotográfico, o CPF tem actualmente, sob sua responsabilidade directa, um total
de 67 fundos e colecções.
De uma forma genérica, é considerado fundo, todo o conjunto de documentos de arquivo, independentemente da sua forma ou suporte, organicamente produzido e/ou acumulado e utilizado por uma pessoa
singular, família ou pessoa colectiva, no decurso das suas actividades e funções. São exemplo de fundo a documentação proveniente das casas ou estúdios fotográficos.
As colecções, por outro lado, correspondem a conjuntos de documentos reunidos artificialmente em função de uma característica comum, independentemente da sua proveniência. No caso da fotografia,
podem resultar da longa procura e recolha de imagens por um indivíduo, geralmente um coleccionador, cujo nome é atribuído à colecção. Existem também as colecções constituídas nas próprias entidades
detentoras, na maioria das vezes respondendo à necessidade prática de agregar para não perder.
No contexto das actuais atribuições e actividades do CPF, duas colecções assumem especial relevância: a Colecção Nacional de Fotografia e a Colecção de Câmaras.
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Colecção Nacional de Fotografia
Origens
No âmbito da Comemoração dos 150 anos da descoberta da Fotografia, no ano de 1989, e na ausência de um museu de fotografia em Portugal, a então Secretaria de Estado da Cultura,
convida o Professor Doutor Jorge Calado, com antecedência de um ano, a formar uma significativa colecção de fotografia. Em pouco tempo, seriam reunidas 346 imagens representando o trabalho de 98
fotógrafos.
Quando o Ministério da Cultura decide criar o Centro Português de Fotografia em 1997, parecia fazer todo o sentido que a colecção fosse entregue a este novo organismo. Assim, nesse mesmo ano, o
Estado e a Fundação de Serralves (entidade comodatária) assinam um Termo de Restituição de Obras que confere ao CPF a responsabilidade pelo seu levantamento com vista à integração naquela a que
passaria a denominar-se “Colecção Nacional de Fotografia”.
Na prossecução da sua missão, o CPF foi acrescentando à colecção um número significativo de imagens, de fotógrafos portugueses e internacionais, bem como fotografia histórica, vários álbuns e
fototipias. Privilegiaram-se as aquisições de fotografias portuguesas, procurando-se adquirir corpos de imagens que permitissem representar significativamente os autores e facilitar a organização
de exposições temáticas para itinerâncias várias.
Em 2006, a Colecção Alcídia e Luís Viegas Belchior é adquirida por compra e integrada na Colecção Nacional de Fotografia, factor que em muito contribuiu para o seu aumento e valorização. |
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Actualidade
Hoje em dia, a Colecção Nacional de Fotografia, permite compreender os diferentes processos fotográficos e movimentos surgidos ao longo do tempo, sendo constituída por 7513 documentos
fotográficos devidamente inventariados e catalogados. A colecção acaba por contar uma história e constituir uma história. Através dela, conseguimos compreender o surgimento, a evolução e obter um quadro
completo da própria história mundial da fotografia.
Trata-se de um conjunto único de documentos que tem sido promovido, valorizado e tratado por técnicos especializados e em condições ambientais específicas para documentos fotográficos, assegurando assim a
adequada guarda e conservação do património fotográfico português. |
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Colecção de Câmaras e Equipamento Fotográfico do CPF
Núcleo Museológico António Pedro Vicente
Origens
Um dos projectos que o CPF se propôs desenvolver nos primeiros anos da sua existência, foi estabelecer um núcleo museológico de fotografia, com exposição permanente,
até então inexistente em Portugal. Tendo em conta que a colecção que António Pedro Vicente havia reunido, era suficientemente conhecida pelos historiadores da fotografia e pelos
coleccionadores para justificar esta criação, e dada a conjuntura decorrente da escolha do Porto, em 2001, para Capital Europeia da Cultura, onde o CPF continua a ter a sua sede, a então
Sociedade Porto 2001 S.A., adquire-a ao coleccionador em Dezembro de 2000 doando-a em ocasião posterior a este organismo. |
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O coleccionador
Historiador e professor catedrático de História Contemporânea na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, António Pedro Vicente dedicou-se
fundamentalmente a história política, institucional, militar e diplomática. Sempre se interessou pela fotografia, como documento fundamental da história contemporânea. A sua formação académica
e a prática de investigação asseguram a lógica coordenativa desta colecção que permite documentar a evolução da cultura fotográfica nas áreas da estética, ciência, técnica, comércio, indústria
e lazer. Tendo iniciado a sua colecção de câmaras fotográficas antigas num período em que este tipo de interesse era ainda raríssimo, conseguiu reunir peças hoje inexistentes no mercado
internacional. |
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A colecção
Reunia originalmente cerca de 1900 peças, de todos os períodos de produção, incluindo as históricas Daguerrianas, câmaras à tiroir, estereoscópicas, de múltiplas objectivas
(carte-de-visite), bem como espécies dos primeiros construtores ingleses, franceses e alemães. Para além das cerca de 300 câmaras miniatura, de espionagem, primeiros modelos de máquinas de
fotografia a cores, photomaton, aparelhos especializados para fins científicos, médicos, industriais, militares e estereofotografia, a colecção inclui cerca de 60 non-cameras, na sua maioria
brinquedos e outros objectos representando câmaras fotográficas. Nela encontram-se representadas as grandes marcas mundiais designadamente Kodak, Zeiss, Ernemann, Leica e Polaroid.
Ainda que o nome António Pedro Vicente continue intrinsecamente associado à colecção, outros coleccionadores contribuiriam decisivamente para o seu aumento e valorização, em alguns casos por
meio de doações. As várias incorporações à colecção feitas ao longo do tempo, também com recurso a aquisições, enriqueceram e ampliaram em muito o conjunto inicial que ascende agora a cerca de
4000 peças. |
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Actualidade
Harmonia e equilíbrio visuais e de espaço, a par de uma nova e apurada componente pedagógica, são as actuais apostas do CPF no sentido de garantir a atractividade de um
dos mais importantes núcleos museológicos da Europa para o sector. A distribuição e organização das câmaras por grupos tipológicos ou “famílias”, acompanhadas de novas legendas e breves
textos explicativos de fácil e interessante leitura, oferecem agora aos visitantes uma viagem pelas diferentes correntes temporais do mundo mágico da fotografia.
O Núcleo Museológico/Colecção de Câmaras do CPF ocupa o 3º piso do Edifício da Ex-Cadeia da Relação do Porto, sede do CPF, e pode ser visitada gratuitamente dentro dos horários habituais de
abertura ao público do centro de exposições. |
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