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Indispensável para responder a um
público alargado, o calendário expositivo proporciona
não apenas o conhecimento da evolução
da fotografia, como as experiências pessoais e colectivas
que marcaram a teoria e a prática fotográficas
nacional e internacional. Conjugam-se assim os objectivos
pedagógicos, sociais e artísticos, garantindo-se
uma periodicidade regular ao longo do ano.
A programação do Centro Português de Fotografia
tem procurado equilibrar a fotografia contemporânea
e histórica, a fotografia portuguesa e internacional.
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Horários: |
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Centro
Português de Fotografia | 2ª a 6ª das
9:00 às 12:30 e das 14:00 às 17:30
Centro
de Exposições | 3ª a 6ª das 10:00 às 12:30 e das 15:00 às 18:00 |
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Sábados,
domingos e feriados: das 15:00 às 19:00
Encerrado nos dias 1 de Janeiro, 1 de Maio, e 25 de Dezembro.
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Entrada livre
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| Colecção
de Câmaras Fotográficas António Pedro
Vicente |
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Organizada por grupos tipológicos (ou “famílias”), a exposição inicia-se com exemplares raros de câmaras daguerreotípicas, percorrendo, em seguida,
o longo período das câmaras de campo (em madeira) e das câmaras de estúdio, verdadeiras obras-primas da marcenaria da transição do século XIX-XX. São apresentados câmaras e visores estereoscópicos
num percurso histórico-evolutivo, desde os primeiros exemplares às “descartáveis” actuais. O mesmo esquema de apresentação é seguido no caso das câmaras de fole, compreendendo exemplares raros, de
grande valor estético e em magnífico estado de conservação.
O período de grande vulgarização da prática fotográfica amadora pode avaliar-se pela selecção de umas dezenas de “Caixotes”, de vários materiais e países.
Também a época do fotojornalismo é revisitada, com uma bela colecção de câmaras 35mm, destacando-se as Leicas e um grande número de imitações desta câmara mítica. O mesmo acontece, no caso das câmaras
de objectivas gémeas, com as Rolleis e suas inúmeras imitações, e nas médio formato com a Hasselblad e seus sucedâneos.
Uma sala é inteiramente dedicada ao império Kodak. Despertam sempre particular interesse do público as colecções de câmaras de espião e as miniaturas e subminiaturas.
Na cela que abrigou Camilo Castelo Branco, mostra-se uma selecção de câmaras especiais, destacando-se a Escopette de Darier e a Ermanox, bem como a câmara utilizada por Tavares da Fonseca nos seus extensos
levantamentos aéreos de Portugal.
Mostram-se ainda exemplares de “jumelles”, câmaras de corpo rígido e instantâneas, percorrendo a história da Polaroid.
O Núcleo Museológico apresenta ainda uma variedade de materiais e equipamentos fotográficos: flashes, exposímetros, químicos e equipamento de laboratório.
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“RESISTÊNCIA. Da alternativa Republicana à luta contra a Ditadura (1891-1974)”
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Lisboa, Revolução Republicana de 5 de Outubro de 1910
Fundo Aurélio da Paz dos Reis, APR 1771
© Centro Português de Fotografia/DGARQ/MC
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A República que se instaurou há cem anos atrás está na origem da democracia em que vivemos. A construção da democracia teve um contributo essencial das lutas dos republicanos
contra a Monarquia e, depois de 1910, em defesa da República.
Em 1926, ela caiu às mãos dos militares autoritários. Implantou-se em Portugal uma longa ditadura de 48 anos. Durante esse quase meio século, houve sempre quem resistisse:
quem lutasse contra a opressão, e quem tivesse enfrentado corajosamente a repressão dos direitos e a negação das liberdades: republicanos, anarquistas, comunistas, socialistas,
católicos progressistas, democratas de todas as cores, incluindo alguns monárquicos. Uns organizaram revoltas armadas, outros foram resistindo no dia a dia.
Nesta exposição, procuramos retratar rostos, gestos, momentos da vida desses portugueses cuja resistência e luta é, de forma decisiva, responsável pela nossa liberdade. Os
ideais em nome dos quais estes homens e estas mulheres lutaram foram muito diversos e, muitas vezes, contraditórios. Mas é importante fazer perdurar a memória de quem lutou pela
instauração de uma República emancipadora, de quem lutou pela sua preservação contra as ameaças de regresso ao passado, de quem resistiu contra a imposição da longa ditadura
salazarista que se lhe seguiu, e de quem, por último, conseguiu reunir em 25 de Abril de 1974 as condições para a derrubar de uma forma tão irresistivelmente não violenta.
Núcleos
I Sant’Ana - A Caminho da República 1891-1910
II Pátio - O 5 de Outubro
III Senhor de Matosinhos - Implantar e defender a I República 1910-18
IV Santo António - Restauração e Fim da I República 1918-26
V Santa Teresa - A Ditadura e o Reviralho 1927-31
VI Átrio das Colunas - Uma Ditadura para durar 1932-34
VII Sala das Colunas - Resistir 1934-58
VIII Átrio do Tribunal - O Furacão Delgado 1958-62
IX Sala do Tribunal - Da Guerra Colonial ao 25 de Abril de 1974
Esta exposição é organizada pela Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República e comissariada por Tereza Siza e Manuel Loff.
www.centenariorepublica.pt/
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“ínsulas” |
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© João Margalha
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João Margalha (Vencedor do Prémio FAUP de Fotografia de Arquitectura) apresenta nesta exposição as suas séries mais recentes, onde emergem referências ao nosso relacionamento com os elementos naturais, num registo que realça
a importância do que está para além do que estamos a ver.
Algumas destas imagens incidem nas vivências que ocorrem em pequenos espaços perdidos entre o domínio público e privado, personificadas por “instalações verdes”, ilhas
evocativas da necessidade de um contacto afectivo com a natureza.
Noutras imagens, intencionalmente mais raras, representa-se o local idílico, em ambientes por vezes quase irreais. Aqui ocorre uma inversão relativamente às imagens
anteriores: a natureza passa a dominar sobre os artefactos humanos, embora persista uma aparente e ilusória sensação de controlo sobre os elementos naturais.
Nota biográfica
João Margalha nasceu em 1966 no Barreiro. Vive e trabalha em Aveiro. Tem licenciatura em Planeamento Regional e Urbano e mestrado em Planeamento do Ambiente Urbano. Frequenta o mestrado em
Criação Artística Contemporânea. Venceu em 2005 o Prémio FNAC Novo Talento Fotografia. Expõe desde 2005 e tem trabalhos em diversas colecções.
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