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Pormenor de exposição

:: Exposições no C.P.F.

Indispensável para responder a um público alargado, o calendário expositivo proporciona não apenas o conhecimento da evolução da fotografia, como as experiências pessoais e coletivas que marcaram a teoria e a prática fotográficas nacional e internacional. Conjugam-se assim os objetivos pedagógicos, sociais e artísticos, garantindo-se uma periodicidade regular ao longo do ano.
A programação do Centro Português de Fotografia tem procurado equilibrar a fotografia contemporânea e histórica, a fotografia portuguesa e internacional.

  | Horário – 6 de julho a 4 de novembro
     


segunda-feira a domingo, incluindo feriados
10h00 - 19h00


Horário nos restantes meses: clique aqui

O Centro Português de Fotografia encerra a 1 de janeiro, domingo de Páscoa, 1 de maio e 25 de dezembro
     
Entrada livre, exceto exposição “Frida Kahlo, As Suas Fotografias”

Núcleo Museológico António Pedro Vicente | Exposição Permanente
Câmara fotográfica Leica Organizada por grupos tipológicos (ou “famílias”), a exposição inicia-se com exemplares raros de câmaras daguerreotípicas, percorrendo, em seguida, o longo período das câmaras de campo (em madeira) e das câmaras de estúdio, verdadeiras obras-primas da marcenaria da transição do século XIX-XX. São apresentados câmaras e visores estereoscópicos num percurso histórico-evolutivo, desde os primeiros exemplares às “descartáveis” atuais. O mesmo esquema de apresentação é seguido no caso das câmaras de fole, compreendendo exemplares raros, de grande valor estético e em magnífico estado de conservação.
O período de grande vulgarização da prática fotográfica amadora pode avaliar-se pela seleção de umas dezenas de “Caixotes”, de vários materiais e países. Também a época do fotojornalismo é revisitada, com uma bela coleção de câmaras 35mm, destacando-se as Leicas e um grande número de imitações desta câmara mítica. O mesmo acontece, no caso das câmaras de objetivas gémeas, com as Rolleis e suas inúmeras imitações, e nas médio formato com a Hasselblad e seus sucedâneos.
Uma sala é inteiramente dedicada ao império Kodak. Despertam sempre particular interesse do público as coleções de câmaras de espião e as miniaturas e subminiaturas.
Na cela que abrigou Camilo Castelo Branco, mostra-se uma seleção de câmaras especiais, destacando-se a Escopette de Darier e a Ermanox, bem como a câmara utilizada por Tavares da Fonseca nos seus extensos levantamentos aéreos de Portugal.
Mostram-se ainda exemplares de “jumelles”, câmaras de corpo rígido e instantâneas, percorrendo a história da Polaroid.
O Núcleo Museológico apresenta ainda uma variedade de materiais e equipamentos fotográficos: flashes, exposímetros, químicos e equipamento de laboratório.

Programa das Exposições

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“Frida Kahlo – As Suas Fotografias”
 © Museu Frida Kahlo

Frida pintando o retrato de seu pai
por Gisèle Freund, 1951

© Museu Frida Kahlo
   Quando, em 1954, Frida morre, o seu marido, Diego Rivera, decide doar ao povo mexicano a casa onde viviam – a casa Azul, hoje o Museu Frida Kahlo.
Diego seleciona as pinturas de Frida, alguns desenhos, cerâmicas populares, a coleção de ex-votos, um corpete pintado, livros, fotografias, documentos e objetos diversos. Tudo o resto guarda para si.
Pouco tempo antes de morrer, Diego pede à amiga Lola Olmedo que o seu arquivo pessoal só fosse aberto ao fim de quinze anos. No entanto, se o seu amigo não o queria abrir, ela tão pouco o faria.
Assim, este arquivo permaneceu adormecido por cinquenta anos, à espera de um sopro que o devolvesse à vida, guardando mais de seis mil fotografias ao lado de desenhos, cartas, remédios, vestidos e diversos objetos.
Em 2010, o empenho de Hilda Trujillo Soto, diretora do Museu Frida Kahlo, vem permitir que parte deste acervo se transforme nesta mostra, com curadoria do fotógrafo e historiador da fotografia no México, Pablo Ortiz Monasterio.
“Frida Kahlo, As suas Fotografias”, mais do que revelar a profundidade e a intimidade da artista, renova o nosso olhar sobre aquela que é uma das mais importantes e enigmáticas artistas da América Latina.

Frida e a fotografia

“Sabia que o campo de batalha do sofrimento se refletia nos meus olhos. Desde então, comecei a encarar diretamente a objetiva, sem pestanejar, sem sorrir, decidida a mostrar que seria uma boa lutadora até ao fim”, escreveu Frida Kahlo acerca da fotografia. Desde cedo, Frida manteve uma relação especial com o meio fotográfico, já que o seu avô e o seu pai Guillermo Kahlo eram fotógrafos profissionais.
À frente ou atrás da câmara, Frida soube criar uma personalidade forte. Nos retratos tirados pelo seu pai, nota-se um surpreendente conhecimento dos seus melhores ângulos e poses. O olhar frontal e fixo na objetiva é a imagem que se refletirá nos seus quadros e nas fotografias que lhe tiraram grandes fotógrafos do século XX, como Imogen Cunningham, Edward Weston, Man Ray, Martin Munkácsi e Lola Álvarez Bravo.
As 241 fotografias agora apresentadas preservaram-se graças ao amor de Frida Kahlo pela arte fotográfica. Frida cuidou e fruiu delas e trabalhou-as – colorindo-as, imprimindo-lhes beijos, recortando-as ou inscrevendo-lhes pensamentos. Estas fotografias refletem a intimidade e os interesses da pintora ao longo da sua vida atribulada: a família, o fascínio por Diego Rivera, seu marido, os múltiplos amores, os amigos e alguns inimigos, o corpo acidentado e a ciência médica, a luta política e a arte, os índios e o passado pré-hispânico, e a paixão pelo México e pelo seu povo.

Exposição paga – ver preçário
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“RAVE / Projecto 18 / Fotografia”
 © Miguel Proença

© Miguel Proença
   Exposição coletiva de estudantes finalistas da área de Fotografia, da licenciatura em Tecnologia da Comunicação Audiovisual (TCAV) do Departamento de artes da imagem (DAI) da Escola Superior de Media Artes & Design (ESMAD), Politécnico do Porto.

Nesta exposição de jovens fotógrafos, cito um cosmólogo no ano da sua morte:

“Do lado de fora, não se consegue perceber o que está dentro de um buraco negro.” (Hawking, 2008)

Há uma analogia entre este fenómeno, o processo fotográfico em particular e a prática artística no geral: no início do processo criativo, a forma final resultante dessa prática será sempre uma incógnita.
Chegados a este local “formado pela morte de uma estrela maciça” (The Editors of Encyclopaedia Britannica, 2018), façam o favor de entrar.

João Leal, Junho 2018

 
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Bloody Landscapes
 © Augusto Lemos

© Augusto Lemos
   A batalha de La Lys, em 9 de abril de 1918, é para nós uma memória repetida e esforçada. Coincidindo com um momento final da investida alemã, saldou-se num dos grandes desastres da nossa história. Esta exposição fotográfica de Augusto Lemos representa um documento pessoal da revisita a esse espaço de batalha, tornando-se ao mesmo tempo uma perspetiva da paisagem do Norte.

 
   
     
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Diez miradas al abandono
 © Juan Carlos Gargiulo

© Juan Carlos Gargiulo
   A exposição “Diez miradas al abandono", oferece um percurso fotográfico, através de 32 imagens, que convidam à reflexão sobre transformação, ruína e abandono.

Desde a realidade captada de uma forma documental, até uma visão artística e reflexiva do abordado, a paisagem e o retrato são protagonistas nesta exposição, que inclui obras de artistas de várias nacionalidades (espanhola, portuguesa e argentina), com estilos muito diferentes, unidos pela busca do tema e das suas consequências.

A vida e a alma dos edifícios abandonados e em ruínas são tratadas através das imagens desses fotógrafos, distanciando-se dos seus meros corpos, oferecendo uma dupla exposição, a do passado e a do presente.

Pretende-se com a mostra sensibilizar os visitantes para fatos da nossa realidade, tantas vezes maltratada por muitas e tão diversas formas e do reflexo que provocam.

 
   
     

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